Saúde: Serra avança na ampliação da vacinação em humanos contra a raiva

Saúde: Serra avança na ampliação da vacinação em humanos contra a raiva

No sábado (17), a Saúde da Serra dá mais um passo em direção à ampliação dos locais de vacinação em humanos contra a raiva com a implantação do serviço na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Serra Sede, nos finais de semanas e feriados. A previsão da equipe da Vigilância Epidemiológica municipal é de que até a primeira quinzena de outubro a vacinação também será ofertada na UPA de Castelândia.

Neste momento, a vacinação em humanos contra a raiva é realizada nas Unidades Regionais de Saúde, em dias e horários específicos, bem como na Unidade Básica de Saúde de Jardim Tropical e na UPA de Carapina.

Há alguns meses, com foco na ampliação do serviço e na oferta do serviço cada vez mais perto do munícipe, a referência técnica da raiva e o Programa Municipal de Imunizações vem trabalhando na capacitação dos servidores e investindo em equipamentos para armazenamento da vacina.

Quando falamos em raiva, sobretudo quando ouvimos falar em ataque de animais, muitas dúvidas surgem. Entre as campeãs, estão:

O que devemos fazer após um ataque?

Procurar a Unidade de Saúde mais próxima para receber o atendimento antirrábico. Hoje, todas as Unidades Básicas e Regionais de Saúde fazem esse atendimento.

Quais são os animais que mais transmitem a doença?

Os potencialmente transmissores da doença são cães, gatos, morcegos, além de outros mamíferos silvestres e domésticos de interesse econômico, como vaca, boi, cavalo.

Em todos os casos de ataques devemos ser vacinados?

Não. A vacinação acontece quando não houver possibilidade de observação do animal, no caso de cães e gatos, ou for agredido por morcegos, mamíferos silvestres e domésticos.

E o animal, o que acontece com ele?

Se o animal que for passível de observação, como cães e gatos, a equipe da Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) irá à residência do animal agressor para proceder a observação “in loco”. Lembrando que é necessário que o agredido forneça o endereço completo do animal, com ponto de referência e se possível dois telefones de contato. O animal deve ser observados por 10 dias, devendo ser alimentados e hidratados normalmente.

Caso o animal morra, as equipes da Vigilância Ambiental em Saúde deverão ser avisadas imediatamente, para a coleta do corpo. Se for o caso de desaparecimento do animal ou mesmo que ele passe a apresentar comportamento estranho, a recomendação é que o paciente retorne à Unidade de Saúde onde foi atendido para que seja feita uma reavaliação do tratamento e dadas as devidas orientações.

Caso o animal seja doado, é preciso informar às equipes da Unidade de Saúde onde foi atendido o endereço atual do animal.

Além da vacina, há o soro. Em que circunstância é indicado? E como é administrado?

O soro é indicado nos casos em que houve lesão grave e não tem como observar o animal. No caso de agressões por morcegos, mamíferos silvestres e domésticos, as lesões devem ser avaliadas se será necessário vacina e soro. O soro é administrado ao redor da lesão, o que proporciona proteção local importante. Mas essa proteção é temporária, devendo o agredido completar o esquema vacinal indicado.

Acompanhem as agendas dos locais onde ocorre a vacinação humana contra a raiva, durante a semana, no município:

URS de Boa Vista: Quartas e sextas, das 8h às 11 horas

URS de Feu Rosa: Terças e quintas, das 8h às 14 horas

URS de Novo Horizonte: Terças e sextas, das 8h às 14 horas

URS de Jacaraípe: Segundas e quartas, das 8h às 16 horas

URS de Serra Dourada: Segundas, terças e quartas, das 8h às 12 horas

URS de Serra Sede: Segundas e quartas, das 8h às 16 horas

UBS de Jardim Tropical: Segundas e sextas, das 8h às 11 horas e das 13h às 15h30

Nos finais de semanas de feriados:

UPA de Carapina: Sábados, domingos e feriados

UPA de Serra Sede: Sábados, domingos e feriados

 

Fonte; PMS