Projeto “Instrumentarte” oferece oficinas de instrumentos de congo para estudantes da Serra
Crianças de 4 a 7 anos, do CMEI Profª Maria Amélia da Conceição Rosa, localizado na Praia de Carapebus, estão aprendendo na prática sobre a cultura do congo com o Projeto “Instrumentarte – Ensino do Congo nas Escolas”. A atividade, que está sendo realizada na unidade de ensino desde o mês de maio, envolve cerca de 50 crianças.
O projeto promove oficinas de apresentação e construção de instrumentos de congo com foco na confecção e customização com temáticas folclóricas, além de oficinas musicais e de vivência cultural, abordando o aprendizado das toadas do congo, batidas de tambor, toques de casaca e chocalho, marcação de ritmo, dança, cortejo e história oral das bandas e mestres.
Durante as oficinas as crianças aprendem a confeccionar os próprios instrumentos das bandas de congo e ainda aprendem a tocar esses instrumentos.
“É fundamental que desde cedo nossas crianças conheçam a cultura de onde estão inseridos e o congo faz parte da história e cultura de nossa cidade. O projeto é fantástico e além de promover a cultura desenvolve outros benefícios para o desenvolvimento e crescimento das nossas crianças”, destaca o secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Serra, Anderson Madeira.
A atividade conta com o financiamento da Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer do município da Serra, por meio da Lei Complementar nº 195/2022 – Lei Paulo Gustavo. A iniciativa foi contemplada no Edital nº 005/2023, que trata da seleção de projetos culturais dos setores diversos da cultura, no eixo temático dedicado ao Congo.
O projeto
O projeto tem como objetivo promover a articulação entre educação e a cultura negra popular, através da educação patrimonial em consonância com a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira em toda a rede pública de ensino.
As atividades estão conduzidas pelos mestres e folcloristas Wander Silva (Sagrilo) e Léo Fernando, da tradicional Banda de Congo de Carapebus e tem acompanhamento de uma terapeuta ocupacional assegurando inclusão e participação de crianças com demandas físicas, mentais, sociais e/ou de aprendizagem.
Um dos coordenadores do projeto o mestre Sagrilo destaca que o Instrumentarte representa a transmissão do saber intergeracional por meio da cultura.”Quando o congo entra na escola, nosso patrimônio passa a ser reconhecido de forma diversa e ancestral. Ensinar o congo às crianças é plantar raiz de pertencimento; é garantir que a memória dos nossos mestres e mestras continue ecoando no tempo”, reforça.
Fonte : Prefeitura da Serra

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